quinta-feira, 5 de abril de 2012

Traços

Brigas. Algumas inúteis brigas. Porém traços. Muitos intensos traços. Sinto forte, mas mostro fraco. Será que você entende o quão grande é? Será que entende minha falha em demonstrar tudo isso?

Acredito que sim. Espero que sim. Sentir sua respiração atrás de mim, quando o silêncio enche meus olhos de lágrima, é inexplicável. Saber que está lá. Só respirando de dedos fortemente entrelaçados me dando forças silenciosamente. 

"Não vejo mais futuro sem você!" Adorei ouvir. IDEM! 

Só a certeza de que meus calendários se preenchem com você me tranquiliza. É só o que eu quero. É só o que eu preciso. 

Te amo. Traço-te. Em todos os sentidos que quiser.

Obrigada por estar do meu lado dentro deste furacão. 
Obrigada pela paciência e amor.
Obrigada :)



(ui)

sexta-feira, 30 de março de 2012

Auto-controle

Falava e falava. Tudo que queria falar sobre mim. Nada agradável, é claro. Mantive-me em silêncio o tempo todo. Ela dizia tão rápido que ao menos conseguia respirar normalmente. Estávamos na frente de todos. Eu balançava a cabeça como quem concorda com um leve sorriso no rosto. Todos ficavam agitados esperando a minha atitude. Mantive-me em silêncio. Não respondi.

Mentalmente, levantei de onde estava sentada, dei-lhe um soco bem dado no rosto. Ela caiu da cadeira de lado, no chão. Peguei sua cabeça e bati repetidamente no chão. Só parei ao ver sangue. Me senti aliviada. Arrumei o cabelo que caia em meu rosto. Sai feliz.
Mentalmente... mentalmente.

terça-feira, 13 de março de 2012

Mais um dia?

Acordou um dia sem lembrar onde estava e de tudo que havia acontecido nos últimos meses. Levantou-se, foi para a sala e percebeu que não havia ninguém dormindo no sofá. Achou estranho a televisão não estar ligada em um canal aleatório. Foi ao resto dos quartos da casa verificar se estavam todos lá. Uma cama de dois lugares tinha apenas uma pessoa. Encolhida bem no meio da cama. Caiu na realidade. Tomou um longo banho com flashes de pensamentos, secou-se lentamente. Foi ao seu quarto. Trocou-se. Pegou suas coisas e saiu. Sem antes colocá-lo na cama para dormir direito. Sem antes lhe dar um beijo e dizer o que ele sabia que ela diria todos os dias até o fim de sua vida. Não dirá.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Sumiço



"O dia mente a cor da noite
E o diamante a cor dos olhos
Os olhos mentem dia e noite a dor da gente"
"Enquanto houver você do outro lado
Aqui do outro eu consigo me orientar
A cena repete a cena se inverte
Enchendo a minha alma daquilo que outrora eu deixei de acreditar
Tua palavra, tua história
Tua verdade fazendo escola
E tua ausência fazendo silêncio em todo lugar
Metade de mim
Agora é assim
De um lado a poesia o verbo a saudade
Do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim
E o fim é belo incerto... depende de como você vê
O novo, o credo, a fé que você deposita em você e só
Só enquanto eu respirar
Vou me lembrar de você
Só enquanto eu respirar."

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Liberdade de expressão... hipocrisia??

Êêêê Brasil... Tem tanta coisa importante acontecendo, tanta coisa revoltante contra nossos próprios direitos, e estão todos se importando com as coisas mais banais possíveis,

Todo mundo riu com a Luiza no Canadá, todos discutiram agressivamente se o estupro no Big Brother era real ou fictício entre outras coisas idiotas e sem importância.

Todo mundo já deu um discursinho sobre isso:  "Com a política do país ninguém se importa! Olha lá o dinheiro público sendo usado pra gastos pessoais dos políticos e blá blá blá". Mas tem uma coisa que me revolta muito e que não me desceu pela garganta até hoje:

A história do Rafinha Bastos e aquela vadia da Wanessa Camargo. Eu comia ela, o bebê, a mãe dela, o marido dela, a bisavó também. VEM NIMIM WANESSA! Caralho gente! Pelo amor de Deus. Tem tanto Stand-up com coisa pior que isso! Estão se sentindo ofendidos porque é um BEBÊ? O caralho! Tem piada bem pior com bebês por aí e ninguém nunca ligou. Tem piada com negro, pobre... Ninguém nem ia notar a piada se não fosse a RETARDADA que estava esquecida na mídia e resolveu armar um barraco pra aparecer um pouco. 

Isso é tão importante a ponto de gerar discussões, processos NESTE NIVEL? E a tal da liberdade de expressão? Esta é toda cheia de regras, não notaram?

Pode falar o que quiser. Mas se falar MACONHA, é apologia as drogas
Se fizer piada de negro, japonês, índio é RACISMO
Se fizer piada de criança, é ESTUPRO (sim, a piada foi considerada 'caso de estupro')
Na televisão, houve uma época, em que eram proibidas piadas sobre políticos...
MAS QUE MERDA DE LIBERDADE DE EXPRESSÃO É ESSA??

Eu sei que esse caso já passou mas, hoje, passeando pelo YouTube, vi um vídeo revoltante. Agora proibiram o Rafinha Bastos de vender os DVD's dele! AAAAAAHH!


Não é 'puxação de saco'. Rafinha Bastos nem é o único comediante bom do país, mas POR FAVOR! Parem de ser hipócritas! Vocês riem todos os dias de piadas como estas. Isso quando não são vocês próprios que as fazem. 

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Screaming inside of me



Tired of everything. This phrase looks repetitive on my 'everyday'. I'm tired of starting to write here and just have bad feelings and thoughts. I just want the end of this horror story. I want my happiness again. I want the people I love again. Just the way they were. But it is not going to happen. I'm screaming inside of me, just trying to run away from myself.

Are you prepared for being alone when you get old? I would stay with you both forever. Till the end of your lives, but now? In the worst moment of MY life, everybody's gone. You chose the wrong people to be with you. At some point, you will come to apologize. And I won't care.

I waited for the right atittude from you. And it's coming from nobody besides me, I think.

I don't know what to do with this feeling to go away.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Últimas palavras

Desculpe. Nunca imaginei que fosse sentir tão forte para chegar a este ponto. Agora são 3 da manhã, não consigo entender meus sentimentos. Os problemas tornaram-se sem solução para mim. Não suportava mais. Seguro um copo de whisky tomando pequeníssimos gole por vez enquanto derrubo lágrimas sem sentimentos dentro dele. A família, que era a base, desmoronou. Nesse momento, me sinto só. Quem quer que esteja lendo isso, não estava ao meu lado também. Simplesmente desisti. Não dei conta de continuar com essa dor. 

Sinto que dei minha vida pra pessoas que não ligam para como eu me sinto. Tinha poucas opções do que fazer. Nenhuma onde ninguém saísse machucado ou chateado. Desito. A decisão final é essa, onde todos sairão machucados. Assim não acontecem injustiças.

Sei que se você está lendo isso agora, já é tarde. Desculpe se fui a razão de todos os problemas. Agora não sou mais.