sábado, 16 de junho de 2012

Insôniaaaaa



01h06
Zumbe zumbe zumbe o ouvido...
Nasce um soluço

01h07
A garganta arranha
Pensamentos desagradáveis chegam

01h08
Pernilongo me observa
Tosse tosse tosse

01h09
Os minutos passam mais rápido do que consigo escrever
Lembro-me que preciso acordar as 6h para o trabalho

01h10
Nem sinal do sono
Saudades, angústias... Isso são horas de aparecer?

01h11
Pensando se alguém me faria companhia...
'Depressõezinhas' básicas noturnas

01h12
Vou tentar dormir
de novo...
É o que venho tentando fazer ha exatas 4 horas

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Dúvida do dia

Duas frases que ouço sempre... Opostas, porém as duas certas, dependendo de quem as diz e do modo de interpretá-las. Duas formas de viver... Só me resta tentar decidir qual seguir...

"Viva hoje como se fosse o último dia."
Aproveitar ao máximo! Fazer (quase?) tudo que me der vontade! Claro! Quem não quer fazer isso...  Aliás, as pessoas hoje tem medo de viver assim... Tudo por conta da segunda frase que mencionei...

"Pense no seu futuro!"
Claro que esta tem suas variações... "Planeje sua vida" entre outras que não me lembro agora.
'Senão daqui uns anos estarei perdida, desempregada e fodida...' Mas e quanto a viver o hoje? Aproveitar? Sentir os prazeres da vida?
Não?

Temos que deixar as coisas boas só para domingo a noite... O resto da semana você tem que trabalhar (quase sempre com alguma coisa que te deixe insatisfeito e preocupado porque te pagam mal), estudar para ser um currículo destacado comparado aos outros, cuidar das crianças e educá-las para que pensem como você no futuro! "Não, Joãozinho! Mamãe não pode te levar no parquinho! Mamãe tem que trabalhar..."
Todo mundo é infeliz hoje! Todo mundo reclama de alguma(s) coisa(s)... Todos estão insatisfeitos com a vida que levam, com o trânsito pra chegar no trabalho, com o chefe...

Por que ninguém vive feliz? Por que todo mundo tem que seguir um padrão de vida miserável? Não miserável de dinheiro, porque isso todo mundo tem. Muito ou pouco, e todos reclamam. Quem ganha 800 reais por mês queria R$1200, quem ganha R$1200 queria R$1500, e quem ganha R$7000 queria ganhar R$10.000! Grande bosta.

Que tal aprender a viver de acordo com a primeira frase... Ganhando muito, ou pouco, aproveitar a vida, fazer o que dá vontade. Ser feliz!

A dúvida que me resta é:
Será que tem um meio termo? :/

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Dor da dor...


Raios... todo mundo já se questionou o motivo pelo qual as coisas da vida são tão difíceis... Venho passando por uma fase de 'amadurecimento forçado', e tenho tentado entender certas coisas...
É difícil tomar qualquer decisão, quando não é o único envolvido. Sinto-me assim e me questiono se sou só eu...
Qualquer decisão que você queira tomar, vai envolver alguém e, com certeza, desagradar alguém...

O meu grande problema sempre foi minha família. Desde pequena pensava que um dia ia casar e meu pai e minha mãe iam chorar e se chatear com a minha partida. E eu não queria isso. Só que eu não simplesmente pensava. Eu sentia. Me dava um aperto no peito de imaginar a dor que eles sentiriam. Sempre tive medo de morrer, pois sabia o quanto isso seria dolorido para eles... E sentia o pior sentimento do mundo cada vez que pensava nisso... Como se estivesse projetando a dor que eles sentiriam para mim... Isso sempre me fez pensar muito antes de fazer qualquer coisa. Cada vez que me diziam "não" para alguma coisa, por mais educativo que fosse, sentia o estômago espremer. Não por mim, pela negação da minha vontade. Mas sim por pensar a dor que eles sentiam ao negar algo para mim. Que ridículo. Hoje sou adulta e sinto a mesma coisa. Não passou. Tenho sofrido diariamente por continuar tão presa à pessoas, num nível quase que doentio, e tendo impedido a mim mesma de progredir no nível de decisões e atitudes na vida.

Sentir nem sempre é bom. Penso como seria se eu não sentisse isso. E imagino a dor deles. E dói de novo.

Só quem sente vai entender. Talvez ninguém entenda...

domingo, 15 de abril de 2012

Marcada


Árvore para representar família. 

Bolinhas. De diferentes cores e tamanhos... momentos. Dos mais diversos. Bons, ruins... momentos que passaram rápido e outros, nem tanto. Simplesmente momentos, lembranças...

Tronco largo... Base forte.

Raízes longas. Raízes... 'Vater' e 'մայր': Alemão e Armênio. As origens das raízes. Agora, um de cada lado.

No meio "AYA". (símbolo de resistência, desafio contra as dificuldades, perseverança, independência e desenvoltura.)

Agora, tudo eternizado em mim. Ajudando-me a superar tudo.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Traços

Brigas. Algumas inúteis brigas. Porém traços. Muitos intensos traços. Sinto forte, mas mostro fraco. Será que você entende o quão grande é? Será que entende minha falha em demonstrar tudo isso?

Acredito que sim. Espero que sim. Sentir sua respiração atrás de mim, quando o silêncio enche meus olhos de lágrima, é inexplicável. Saber que está lá. Só respirando de dedos fortemente entrelaçados me dando forças silenciosamente. 

"Não vejo mais futuro sem você!" Adorei ouvir. IDEM! 

Só a certeza de que meus calendários se preenchem com você me tranquiliza. É só o que eu quero. É só o que eu preciso. 

Te amo. Traço-te. Em todos os sentidos que quiser.

Obrigada por estar do meu lado dentro deste furacão. 
Obrigada pela paciência e amor.
Obrigada :)



(ui)

sexta-feira, 30 de março de 2012

Auto-controle

Falava e falava. Tudo que queria falar sobre mim. Nada agradável, é claro. Mantive-me em silêncio o tempo todo. Ela dizia tão rápido que ao menos conseguia respirar normalmente. Estávamos na frente de todos. Eu balançava a cabeça como quem concorda com um leve sorriso no rosto. Todos ficavam agitados esperando a minha atitude. Mantive-me em silêncio. Não respondi.

Mentalmente, levantei de onde estava sentada, dei-lhe um soco bem dado no rosto. Ela caiu da cadeira de lado, no chão. Peguei sua cabeça e bati repetidamente no chão. Só parei ao ver sangue. Me senti aliviada. Arrumei o cabelo que caia em meu rosto. Sai feliz.
Mentalmente... mentalmente.

terça-feira, 13 de março de 2012

Mais um dia?

Acordou um dia sem lembrar onde estava e de tudo que havia acontecido nos últimos meses. Levantou-se, foi para a sala e percebeu que não havia ninguém dormindo no sofá. Achou estranho a televisão não estar ligada em um canal aleatório. Foi ao resto dos quartos da casa verificar se estavam todos lá. Uma cama de dois lugares tinha apenas uma pessoa. Encolhida bem no meio da cama. Caiu na realidade. Tomou um longo banho com flashes de pensamentos, secou-se lentamente. Foi ao seu quarto. Trocou-se. Pegou suas coisas e saiu. Sem antes colocá-lo na cama para dormir direito. Sem antes lhe dar um beijo e dizer o que ele sabia que ela diria todos os dias até o fim de sua vida. Não dirá.