sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Sobre glitter e cicatrizações

Abrindo a caixa de fotos. Puro masoquismo. Revivendo passados, histórias. Querendo voltar (as vezes). Engraçado como, na maioria das vezes, as lembranças ruins de pessoas que passaram pela sua vida sempre se apagam. As vezes não se apagam completamente, mas sempre ficam menos intensas. Só sobram fortemente os momentos agradáveis, de chocolates, 'rolações' na grama e filmes. Isso dá vontade de voltar no tempo e reviver aquela pessoa. Mergulhar nela de novo. Burrice! É uma pegadinha do seu cérebro, querendo te tirar do momento solitário, cicatrizando suas feridas, e passando glitter nos momentos bons! Tudo pra te foder. Te fazer sentir culpa. E te querer fazer voltar.
Acredito fortemente que meu cérebro tem vida própria. É meu pior inimigo. Me obriga a fazer e sentir coisas que não quero.
Fechar a caixa de fotos o acalma um pouco. E é tudo que posso fazer, por enquanto.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Fim do Ciclo



Encerra-se mais um ciclo. Eu, ao contrário dele, não me arrependo de nenhum segundo e de nenhuma atitude. Me orgulho de ter o tido ao meu lado. Sou extremamente grata por tudo o que ele fez e à todo tempo que ele dedicou a mim.

Me chateia lembrar das palavras que disse. Me chateia lembrar que não conseguia ouvir o que eu tinha pra dizer.  

Mas estou certa de que era o melhor. Sinto diferente do que imaginei que sentiria. Tristeza, claro. Depois de quase dois anos juntos, seria estranho se eu não me sentisse triste. Mas por outro lado sinto um alívio. Ambos vinham se estressando muito. 

Não sei o que passa pela minha cabeça agora. Senti só agora. Caiu a ficha. Dói o coração, mas a mente está calma. Não sei entender o mix de sentimentos. Bons, ruins, indefinidos..

Seria possível duas pessoas tão iguais, mas ao mesmo tempo tão diferentes, viverem juntas? Gostos totalmente opostos. Atitudes totalmente contrárias. Valores, prioridades... Será que há o "certo" e o "errado"? Será que são somente dois jeitos diferentes de ser? Será que os signos não combinavam?

Ao mesmo tempo que brigávamos muito, desde o começo, nos dávamos tão bem. Os momentos bons eram TÃO bons... Estávamos sempre nos divertindo... Será?

Espero que essa angústia passe logo. 

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

De novo

Tudo começara a se acalmar. Havia tomado várias atitudes diferentes para que aquilo acabasse logo... E parecia estar no início do fim. Porém, não sabia ao certo qual das minhas atitudes realmente ajudou a mandar embora aquele sentimento de angústia/ desespero/ tristeza profundo que vinha sentindo nos últimos tempos.

Era uma nova fase. Havia aprendido diversas lições com tudo aquilo que havia ocorrido em minha vida. Amadureci anos em cerca de 6 meses. Seis meses?? Não parece que já passou tudo isso. E ao mesmo tempo, não parece que faz tão pouco tempo que aconteceu. Era um misto de sentimentos estranho. Ainda é,  porém menos intenso.

Sabia que ainda não tinha acabado... Tinha certeza que mais mudanças bruscas ainda estavam por vir... E seriam daquelas doloridas (de novo). Daquelas que a gente chora muito tempo (de novo), quer tentar voltar no tempo (de novo), se arrepende (de novo) e, no final, acaba essa fase, pra começar outra. Sabia que aqueles olhos azuis me olhavam diferente. Eu também os via dessa forma.

As vezes me sentia só... Não de presença física... Mas de divisão de conceitos, opiniões. Apesar de nos entendermos muito, adorarmos Parachutes-Coldplay, entrelaçarmos os dedos perfeitamente, ainda faltava alguma coisa. Confiança de ambas as partes? Pode ser... Respeito? Talvez... Começara a sumir mesmo, naqueles tempos...

Queria somente que ligasse pra dizer o que ia fazer. Queria somente saber tudo da vida dele. Fossem coisas boas, ou ruins, queria simplesmente conhecê-lo a fundo. E depois de um ano e meio, ainda parecia que ele estava me escondendo alguma coisa...

terça-feira, 26 de junho de 2012

Quanto você quer pagar pra brincar com minha alma?


"Melancolia me corroendo forte, insatisfeita, infeliz, abestada, acorrentada, atormentada. 
Grita dentro de mim mais forte que o furor de sua voz.
Repentinas mudanças, uma descarga cheia de merda mental. Pra onde vai pouco me importa.
Nestes casos, sim, quero que a ignorância seja abençoada em hipocrisias vadias cheias de desculpa e explicação.
Desenvolvendo devaneios inescrupulosos cheios de tesão com enredo e introdução. Tudo isso pelo preço de uma admissão.
Quanto você quer pagar pra brincar com minha alma?
Cagar no meu ser, se vangloriar de luxúrias cada vez mais vadias, insanas, insensatas e corrompidas?
Cheias de violência doméstica, inexplicavelmente lindas ao seu ser.
Do que sou eu então? Nada, ao meu ver. Algo a se ver, como pra você?
Se da proza fui pra desgraça assim mencionada, catalogada, censurada, pode ela também ser masturbada? 
Oh, sociedade imponente grande e forte, em seu ventre cuidando de crescer e profanar tudo o que sou, nem mais pode ser! "

Texto de Felipe Bueno

sábado, 16 de junho de 2012

Insôniaaaaa



01h06
Zumbe zumbe zumbe o ouvido...
Nasce um soluço

01h07
A garganta arranha
Pensamentos desagradáveis chegam

01h08
Pernilongo me observa
Tosse tosse tosse

01h09
Os minutos passam mais rápido do que consigo escrever
Lembro-me que preciso acordar as 6h para o trabalho

01h10
Nem sinal do sono
Saudades, angústias... Isso são horas de aparecer?

01h11
Pensando se alguém me faria companhia...
'Depressõezinhas' básicas noturnas

01h12
Vou tentar dormir
de novo...
É o que venho tentando fazer ha exatas 4 horas

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Dúvida do dia

Duas frases que ouço sempre... Opostas, porém as duas certas, dependendo de quem as diz e do modo de interpretá-las. Duas formas de viver... Só me resta tentar decidir qual seguir...

"Viva hoje como se fosse o último dia."
Aproveitar ao máximo! Fazer (quase?) tudo que me der vontade! Claro! Quem não quer fazer isso...  Aliás, as pessoas hoje tem medo de viver assim... Tudo por conta da segunda frase que mencionei...

"Pense no seu futuro!"
Claro que esta tem suas variações... "Planeje sua vida" entre outras que não me lembro agora.
'Senão daqui uns anos estarei perdida, desempregada e fodida...' Mas e quanto a viver o hoje? Aproveitar? Sentir os prazeres da vida?
Não?

Temos que deixar as coisas boas só para domingo a noite... O resto da semana você tem que trabalhar (quase sempre com alguma coisa que te deixe insatisfeito e preocupado porque te pagam mal), estudar para ser um currículo destacado comparado aos outros, cuidar das crianças e educá-las para que pensem como você no futuro! "Não, Joãozinho! Mamãe não pode te levar no parquinho! Mamãe tem que trabalhar..."
Todo mundo é infeliz hoje! Todo mundo reclama de alguma(s) coisa(s)... Todos estão insatisfeitos com a vida que levam, com o trânsito pra chegar no trabalho, com o chefe...

Por que ninguém vive feliz? Por que todo mundo tem que seguir um padrão de vida miserável? Não miserável de dinheiro, porque isso todo mundo tem. Muito ou pouco, e todos reclamam. Quem ganha 800 reais por mês queria R$1200, quem ganha R$1200 queria R$1500, e quem ganha R$7000 queria ganhar R$10.000! Grande bosta.

Que tal aprender a viver de acordo com a primeira frase... Ganhando muito, ou pouco, aproveitar a vida, fazer o que dá vontade. Ser feliz!

A dúvida que me resta é:
Será que tem um meio termo? :/

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Dor da dor...


Raios... todo mundo já se questionou o motivo pelo qual as coisas da vida são tão difíceis... Venho passando por uma fase de 'amadurecimento forçado', e tenho tentado entender certas coisas...
É difícil tomar qualquer decisão, quando não é o único envolvido. Sinto-me assim e me questiono se sou só eu...
Qualquer decisão que você queira tomar, vai envolver alguém e, com certeza, desagradar alguém...

O meu grande problema sempre foi minha família. Desde pequena pensava que um dia ia casar e meu pai e minha mãe iam chorar e se chatear com a minha partida. E eu não queria isso. Só que eu não simplesmente pensava. Eu sentia. Me dava um aperto no peito de imaginar a dor que eles sentiriam. Sempre tive medo de morrer, pois sabia o quanto isso seria dolorido para eles... E sentia o pior sentimento do mundo cada vez que pensava nisso... Como se estivesse projetando a dor que eles sentiriam para mim... Isso sempre me fez pensar muito antes de fazer qualquer coisa. Cada vez que me diziam "não" para alguma coisa, por mais educativo que fosse, sentia o estômago espremer. Não por mim, pela negação da minha vontade. Mas sim por pensar a dor que eles sentiam ao negar algo para mim. Que ridículo. Hoje sou adulta e sinto a mesma coisa. Não passou. Tenho sofrido diariamente por continuar tão presa à pessoas, num nível quase que doentio, e tendo impedido a mim mesma de progredir no nível de decisões e atitudes na vida.

Sentir nem sempre é bom. Penso como seria se eu não sentisse isso. E imagino a dor deles. E dói de novo.

Só quem sente vai entender. Talvez ninguém entenda...