quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Babe Blue Eyes



Thought of you all day long. I found pictures and spent hours looking at them... Remembering days, moments... Then, I found videoclips... Us, at the beach, talking, laughing. I miss you. Yesterday we 'did' 3 years together. Did we?

I would like to talk to you...  show what I think. But, at the same time, I know it could be a problem.

Tears ... I didn't want them. But here they are again. They are running down my face, with all the memories that I found today.

And, once again, I could see in our pictures and now I'm sure: Your eyes are blue.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Barulho noturno

Estava ali, tentando dormir pra esquecer a conversa que acabara de ter. Não conseguia. Maia tinha problemas de insônia. Fechava os olhos, tentando levar o pensamento pra longe. Ela acreditava que quando o pensamento ficava fora do alcance, era possível dormir. Porém, sempre acabava se distraindo com alguma  besteira em seu quarto. O pensamento nunca estava longe de mais para permitir que Maia adormecesse.
Ouvia latidos dos cachorros do vizinho. Se distraia com o barulho que a geladeira fazia na cozinha, com a luz do carregador do celular acessa, com o andar dos ponteiros barulhentos do relógio. Eram sempre as mesmas distrações. Porém, naquela noite, ouviu um barulho estranho. Um barulho que nunca havia ouvido antes. Teve medo. O barulho parecia com algo se arrastando no chão de sua cozinha. Evitava abrir os olhos, com medo. O som não cessava. Se aproximava cada vez mais do seu quarto. Apertava os olhos já fechado, para não conseguir ver nem uma fresta. O som ficava mais alto. Sentia que havia algo próximo dela. Tremia. Suava frio. Seria um ladrão? Um espírito do mal? O som parou, quando parecia que estava bem ao lado dela na cama. Num impulso impensado, abriu os olhos.

-PÁÁÁÁÁÁ

-AAHHHHHHHHHHHHHHHHH!! Lully! Sua sem graça! Isso é brincadeira que se faça? Volte já para a geladeira sua abóbora fujona.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Brad x Marvin - Luvas de box, dores e confusões



Cardiologistas e neurocirurgiões deveriam trabalhar juntos. Pelo menos ao me ter como paciente. Meu cérebro (que vamos chamar carinhosamente de Brad) e meu coração (apelidado de Marvin) vivem discutindo. Talvez esses dois profissionais da saúde, juntos, conseguissem fazê-los entrar em um acordo.

Brad, tão sério. Sempre com cara de bravo. Durão. Racional.
Marvin, tão idiota. Totalmente sugestionável e carente.

Ambos aqui, dentro de mim, numa pancadaria permanente. Brad,obviamente, me leva para as decisões racionais. Pensadas e analisadas. Adoro ele. Sempre concordo com ele. Brad é genial e muito parecido comigo (por que será, não é?). Procuro sempre seguir suas opiniões. 
E é quando estou na metade do caminho que Marvin, o imbecil, aparece. Mostra para Brad todas as fotos do passado, faz com que ele se lembre de momentos, situações e pessoas que ele não quer lembrar. E é aí que começa a bagunça.

Dores no peito e na cabeça, se devem aos socos e pontapés que Marvin e Brad trocam dentro de mim. 

Nos dias que Marvin domina, fico carente, chorona, depressiva e mau humorada.
Nos dias em que Brad está vencendo a briga, me sinto segura, forte, decidida.

E ficam nessa PATIFARIA, me deixando confusa e cansada.
Hoje Marvin domina. Me fez procurar por fotos, lembrar de momentos com certas pessoas, dias que passamos juntos, conversas, carícias. E foi ele que me mandou escrever esse texto.

Pode ser que amanhã Brad esteja mais recuperado e me mostre outra forma de ver o mundo. Pode ser que não.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Sobre glitter e cicatrizações

Abrindo a caixa de fotos. Puro masoquismo. Revivendo passados, histórias. Querendo voltar (as vezes). Engraçado como, na maioria das vezes, as lembranças ruins de pessoas que passaram pela sua vida sempre se apagam. As vezes não se apagam completamente, mas sempre ficam menos intensas. Só sobram fortemente os momentos agradáveis, de chocolates, 'rolações' na grama e filmes. Isso dá vontade de voltar no tempo e reviver aquela pessoa. Mergulhar nela de novo. Burrice! É uma pegadinha do seu cérebro, querendo te tirar do momento solitário, cicatrizando suas feridas, e passando glitter nos momentos bons! Tudo pra te foder. Te fazer sentir culpa. E te querer fazer voltar.
Acredito fortemente que meu cérebro tem vida própria. É meu pior inimigo. Me obriga a fazer e sentir coisas que não quero.
Fechar a caixa de fotos o acalma um pouco. E é tudo que posso fazer, por enquanto.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Fim do Ciclo



Encerra-se mais um ciclo. Eu, ao contrário dele, não me arrependo de nenhum segundo e de nenhuma atitude. Me orgulho de ter o tido ao meu lado. Sou extremamente grata por tudo o que ele fez e à todo tempo que ele dedicou a mim.

Me chateia lembrar das palavras que disse. Me chateia lembrar que não conseguia ouvir o que eu tinha pra dizer.  

Mas estou certa de que era o melhor. Sinto diferente do que imaginei que sentiria. Tristeza, claro. Depois de quase dois anos juntos, seria estranho se eu não me sentisse triste. Mas por outro lado sinto um alívio. Ambos vinham se estressando muito. 

Não sei o que passa pela minha cabeça agora. Senti só agora. Caiu a ficha. Dói o coração, mas a mente está calma. Não sei entender o mix de sentimentos. Bons, ruins, indefinidos..

Seria possível duas pessoas tão iguais, mas ao mesmo tempo tão diferentes, viverem juntas? Gostos totalmente opostos. Atitudes totalmente contrárias. Valores, prioridades... Será que há o "certo" e o "errado"? Será que são somente dois jeitos diferentes de ser? Será que os signos não combinavam?

Ao mesmo tempo que brigávamos muito, desde o começo, nos dávamos tão bem. Os momentos bons eram TÃO bons... Estávamos sempre nos divertindo... Será?

Espero que essa angústia passe logo. 

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

De novo

Tudo começara a se acalmar. Havia tomado várias atitudes diferentes para que aquilo acabasse logo... E parecia estar no início do fim. Porém, não sabia ao certo qual das minhas atitudes realmente ajudou a mandar embora aquele sentimento de angústia/ desespero/ tristeza profundo que vinha sentindo nos últimos tempos.

Era uma nova fase. Havia aprendido diversas lições com tudo aquilo que havia ocorrido em minha vida. Amadureci anos em cerca de 6 meses. Seis meses?? Não parece que já passou tudo isso. E ao mesmo tempo, não parece que faz tão pouco tempo que aconteceu. Era um misto de sentimentos estranho. Ainda é,  porém menos intenso.

Sabia que ainda não tinha acabado... Tinha certeza que mais mudanças bruscas ainda estavam por vir... E seriam daquelas doloridas (de novo). Daquelas que a gente chora muito tempo (de novo), quer tentar voltar no tempo (de novo), se arrepende (de novo) e, no final, acaba essa fase, pra começar outra. Sabia que aqueles olhos azuis me olhavam diferente. Eu também os via dessa forma.

As vezes me sentia só... Não de presença física... Mas de divisão de conceitos, opiniões. Apesar de nos entendermos muito, adorarmos Parachutes-Coldplay, entrelaçarmos os dedos perfeitamente, ainda faltava alguma coisa. Confiança de ambas as partes? Pode ser... Respeito? Talvez... Começara a sumir mesmo, naqueles tempos...

Queria somente que ligasse pra dizer o que ia fazer. Queria somente saber tudo da vida dele. Fossem coisas boas, ou ruins, queria simplesmente conhecê-lo a fundo. E depois de um ano e meio, ainda parecia que ele estava me escondendo alguma coisa...

terça-feira, 26 de junho de 2012

Quanto você quer pagar pra brincar com minha alma?


"Melancolia me corroendo forte, insatisfeita, infeliz, abestada, acorrentada, atormentada. 
Grita dentro de mim mais forte que o furor de sua voz.
Repentinas mudanças, uma descarga cheia de merda mental. Pra onde vai pouco me importa.
Nestes casos, sim, quero que a ignorância seja abençoada em hipocrisias vadias cheias de desculpa e explicação.
Desenvolvendo devaneios inescrupulosos cheios de tesão com enredo e introdução. Tudo isso pelo preço de uma admissão.
Quanto você quer pagar pra brincar com minha alma?
Cagar no meu ser, se vangloriar de luxúrias cada vez mais vadias, insanas, insensatas e corrompidas?
Cheias de violência doméstica, inexplicavelmente lindas ao seu ser.
Do que sou eu então? Nada, ao meu ver. Algo a se ver, como pra você?
Se da proza fui pra desgraça assim mencionada, catalogada, censurada, pode ela também ser masturbada? 
Oh, sociedade imponente grande e forte, em seu ventre cuidando de crescer e profanar tudo o que sou, nem mais pode ser! "

Texto de Felipe Bueno