terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Sumiço



"O dia mente a cor da noite
E o diamante a cor dos olhos
Os olhos mentem dia e noite a dor da gente"
"Enquanto houver você do outro lado
Aqui do outro eu consigo me orientar
A cena repete a cena se inverte
Enchendo a minha alma daquilo que outrora eu deixei de acreditar
Tua palavra, tua história
Tua verdade fazendo escola
E tua ausência fazendo silêncio em todo lugar
Metade de mim
Agora é assim
De um lado a poesia o verbo a saudade
Do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim
E o fim é belo incerto... depende de como você vê
O novo, o credo, a fé que você deposita em você e só
Só enquanto eu respirar
Vou me lembrar de você
Só enquanto eu respirar."

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Liberdade de expressão... hipocrisia??

Êêêê Brasil... Tem tanta coisa importante acontecendo, tanta coisa revoltante contra nossos próprios direitos, e estão todos se importando com as coisas mais banais possíveis,

Todo mundo riu com a Luiza no Canadá, todos discutiram agressivamente se o estupro no Big Brother era real ou fictício entre outras coisas idiotas e sem importância.

Todo mundo já deu um discursinho sobre isso:  "Com a política do país ninguém se importa! Olha lá o dinheiro público sendo usado pra gastos pessoais dos políticos e blá blá blá". Mas tem uma coisa que me revolta muito e que não me desceu pela garganta até hoje:

A história do Rafinha Bastos e aquela vadia da Wanessa Camargo. Eu comia ela, o bebê, a mãe dela, o marido dela, a bisavó também. VEM NIMIM WANESSA! Caralho gente! Pelo amor de Deus. Tem tanto Stand-up com coisa pior que isso! Estão se sentindo ofendidos porque é um BEBÊ? O caralho! Tem piada bem pior com bebês por aí e ninguém nunca ligou. Tem piada com negro, pobre... Ninguém nem ia notar a piada se não fosse a RETARDADA que estava esquecida na mídia e resolveu armar um barraco pra aparecer um pouco. 

Isso é tão importante a ponto de gerar discussões, processos NESTE NIVEL? E a tal da liberdade de expressão? Esta é toda cheia de regras, não notaram?

Pode falar o que quiser. Mas se falar MACONHA, é apologia as drogas
Se fizer piada de negro, japonês, índio é RACISMO
Se fizer piada de criança, é ESTUPRO (sim, a piada foi considerada 'caso de estupro')
Na televisão, houve uma época, em que eram proibidas piadas sobre políticos...
MAS QUE MERDA DE LIBERDADE DE EXPRESSÃO É ESSA??

Eu sei que esse caso já passou mas, hoje, passeando pelo YouTube, vi um vídeo revoltante. Agora proibiram o Rafinha Bastos de vender os DVD's dele! AAAAAAHH!


Não é 'puxação de saco'. Rafinha Bastos nem é o único comediante bom do país, mas POR FAVOR! Parem de ser hipócritas! Vocês riem todos os dias de piadas como estas. Isso quando não são vocês próprios que as fazem. 

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Screaming inside of me



Tired of everything. This phrase looks repetitive on my 'everyday'. I'm tired of starting to write here and just have bad feelings and thoughts. I just want the end of this horror story. I want my happiness again. I want the people I love again. Just the way they were. But it is not going to happen. I'm screaming inside of me, just trying to run away from myself.

Are you prepared for being alone when you get old? I would stay with you both forever. Till the end of your lives, but now? In the worst moment of MY life, everybody's gone. You chose the wrong people to be with you. At some point, you will come to apologize. And I won't care.

I waited for the right atittude from you. And it's coming from nobody besides me, I think.

I don't know what to do with this feeling to go away.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Últimas palavras

Desculpe. Nunca imaginei que fosse sentir tão forte para chegar a este ponto. Agora são 3 da manhã, não consigo entender meus sentimentos. Os problemas tornaram-se sem solução para mim. Não suportava mais. Seguro um copo de whisky tomando pequeníssimos gole por vez enquanto derrubo lágrimas sem sentimentos dentro dele. A família, que era a base, desmoronou. Nesse momento, me sinto só. Quem quer que esteja lendo isso, não estava ao meu lado também. Simplesmente desisti. Não dei conta de continuar com essa dor. 

Sinto que dei minha vida pra pessoas que não ligam para como eu me sinto. Tinha poucas opções do que fazer. Nenhuma onde ninguém saísse machucado ou chateado. Desito. A decisão final é essa, onde todos sairão machucados. Assim não acontecem injustiças.

Sei que se você está lendo isso agora, já é tarde. Desculpe se fui a razão de todos os problemas. Agora não sou mais.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Free writing

Corre. No final vai ter alguma coisa. Final de onde? Final de quê? Confusão. Abandono. Indiferença. Cansada de correr. Resolvi dormir por uma semana. Sem vontade, sem incentivo ou motivo. Com a própria roupa do corpo por 8 meses seguidos. Sem banho, sem pão, sem laços.

Ar pesado, mal cheiroso. Olhos grudados. Respirando natural e artificialmente.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Dois lados, uma espécie.

8h30 am.

Acordo com o telefone tocando. Minha irmã:
-Ahhh! Você não sabeeeee! Estou indo trabalhar e aqui na rua de trás de casa tem um cachorrinho bem pequeno deitado na chuva! Coitado! Que dó, que dó, que dóó!!

Levanto-me. Não escovo os dentes, não ponho calcinha. Ponho a roupa de ontem e corro. Ao virar a esquina ouço um rosnado. Era ele. Minúsculo, embaixo de um carro tentando se proteger do temporal. Tentei me aproximar, mas ele não gostou muito. Voltei pra casa, peguei um petisco e uma toalha. Voltei à batalha. Rosnados de novo. Joguei uns petiscos pra mostrar que eu era do bem. Os vizinhos aproximaram-se tentando ajudar. Trouxeram pão, biscoito de nata para dar pra ele. Consegui tirá-lo de lá depois de uns 25 ou 30 minutos de tentativa.



Trouxe pra casa. Meu labrador sentiu o cheiro e queria comê-lo. Cuidei dele o dia todo. Ração, água, brinquedo, casinha, cobertor. Anúncio na internet para procurar o dono ou um pai adotivo para que não vire sobremesa do Apolo.

Parei e pensei:
Acabo de colocar um ser, desconhecido, sujo e com possíveis doenças dentro da minha casa. Dei comida, água, cobertor... O abriguei. Bela atitude. Mas peraí. Eu faria isso por uma pessoa? Um mendigo, morador de rua, com frio e fome na chuva? Eu o colocaria na minha casa, daria um cobertor e comida? Daria um dia inteiro de atenção pra ele? Não. Com certeza, quase ninguém. Por alguns instantes me senti mal por isso.
Parei e pensei de novo. Por quê? Por que um cachorro sim e uma pessoa não? Claro! Me senti menos pior por uns instantes. Cheguei a uma conclusão. Não sei se correta, mas foi o que eu encontrei.

O mesmo ser que tem esse lado caridoso de acolher, tem o lado malicioso e aproveitador. Temos que admitir que o ser humano tem o grande defeito de sempre querer tirar vantagem para si próprio de tudo! Quem me garante que o morador de rua não ia entrar na minha casa, pegar minhas coisas, roubar, estuprar. Sei lá. Preconceito? Não! Não é por ser mendigo! Não colocaria o mais lindo e rico homem da cidade dentro da minha casa. Nós não confiamos em seres da nossa própria espécie, pois sabemos do que somos capazes!

Apelidei-o de Dumbo, pelo tamanho de suas orelhas. Ele se deita aos meus pés cada vez que vou vê-lo, pedindo carinho. Me acompanha na chuva quando preciso ir limpar a sujeira dele. Está extremamente feliz com uma caixinha de papelão com um cobertor no quintal. Está totalmente GRATO!



Está saudável, bem tratado. Provavelmente foi deixado na rua por alguém. Um ser da mesma espécie que eu, que o tirei da rua. Os dois lados de uma mesma criatura.

P.S.: Procura-se dono ou novo lar! Interessados?

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Querida Angústia,

há muito tempo você tem estado presente na minha vida, mas nunca tão próxima quanto nessas últimas semanas. Nunca havia te entendido completamente, aliás, até hoje não te entendo. Não consigo descobrir o que te faz estar sempre tão presente na minha rotina. Escrevo-te e, desde já, peço que não se ofenda com minhas palavras desajeitadas.

Te sinto cada vez mais forte no meu peito. Chega a doer. Não sei se quero continuar convivendo com você por mais tempo. Na verdade, não sei se consigo mais te suportar. Se tornou difícil para as pessoas ao meu redor também. Sua presença abala meu humor.

Estás sempre aqui dentro, espremendo meu coração, amarrando meu estômago, chutando minha cabeça. Não te suporto mais! Sei que vai se ofender, mas peço que, por favor, suma da minha vida! Vá para longe! Se não voltar nunca mais, não fará diferença. Não faço questão da sua presença.

A propósito, saia de dentro da minha mãe também. Com ela você pegou pesado.

Adeus